segunda-feira, 21 de março de 2011

Como as arraias matam?



Arraia
Steve Irwin, o famoso "Caçador de Crocodilos", conhecido por procurar alguns dos animais mais perigosos que existem e lidar com eles, morreu no dia 4 de setembro de 2006 em um acidente chocante com uma arraia. Seis semanas depois, uma arraia pulou em um barco pesqueiro na Flórida e atingiu James Bertakis, de 81 anos, no peito. As arraias são consideradas criaturas dóceis pela maioria dos especialistas, atacando apenas em autodefesa. A maioria dos ferimentos causados por arraias nos humanos ocorre nos tornozelos ou nas panturrilhas, quando alguém acidentalmente pisa em uma arraia enterrada na areia, fazendo o peixe assustado levantar sua perigosa cauda. Oficiais acreditam que o incidente na Flórida foi completamente incomum. Nos primeiros estágios de investigação do acidente de Steve Irwin, alguns especialistas levantaram a hipótese de que a posição de Irwin (acima do peixe) e do cameraman (na frente do peixe) poderia ter feito a arraia se sentir ameaçada e atacar em autodefesa. Outros, disseram que ataques de arraias não provocadas não são incomuns.
As fatalidades relacionadas com arraias (em humanos) são extremamente raras, em parte porque o veneno da arraia, embora seja extremamente doloroso, não costuma ser fatal - a não ser que o ataque inicial seja no peito ou na área abdominal. No caso de Irwin, a farpa perfurou o coração. James Bertakis também foi atingido no peito, e possivelmente no coração, mas não tentou remover o aguilhão, o que pode ser uma das razões pelas quais sobreviveu ao ataque.
Agências de notícias relataram que o encontro de Irwin foi com uma arraia-touro australiana, que deve pesar cerca de 100 kg. Irwin estava mergulhando a cerca de 2 metros abaixo da água, filmando um novo documentário chamado "Ocean's Deadliest" (Os mais fatais do oceano), na costa da Austrália. Ele estava nadando com uma das maiores espécies de arraias (as arraias-touro australianas podem ter até 1,2 metros de largura e 2,4 metros de comprimento), mas todas as arraias usam o mesmo mecanismo de ataque, independentemente do tamanho. Esse mecanismo se chama aguilhão, com até 20 centímetros de comprimento em uma arraia-touro, localizado perto da base da cauda. O aguilhão tem um espinho com os lados serrilhados, ou farpas, voltados para o corpo do peixe. Existe uma glândula de veneno na base do espinho e um revestimento parecido com um membrana que cobre todo o mecanismo do aguilhão.


Arraia-touro australiana, também conhecida
como arraia-águia do sul, Myliobatis australis
Quando uma arraia ataca, ela precisa estar de frente para a vítima porque a única coisa que faz é levantar sua longa cauda sobre seu corpo para atingir qualquer coisa que esteja a sua frente. A arraia não tem controle direto sobre o mecanismo do aguilhão, somente sobre a cauda. Na maioria dos casos, quando o aguilhão entra no corpo de uma pessoa, a pressão faz com que o revestimento protetor rasgue. Quando o revestimento rasga, os lados farpados e serrilhados do espinho penetram e o veneno entra na ferida.
O veneno de uma arraia não é necessariamente fatal, mas provoca muita dor. Ele é composto pelas enzimas 5-nucleotidase e fosfodiesterase e pelo neurotransmissor serotonina. A serotonina faz com que a musculatura lisa se contraia com força e é esse componente que torna o veneno tão doloroso. As enzimas provocam a morte de tecidos e de células. Se o veneno penetra em uma área como a do tornozelo, a ferida geralmente pode ser tratada. O calor neutraliza o veneno da arraia e limita a quantidade de danos que ele pode causar. Se a área não for tratada rapidamente, pode ser necessária a amputação. Se o veneno penetra no abdômen ou na cavidade torácica, porém, a morte do tecido pode ser fatal em razão dos importantes órgãos localizados ao redor. Se o espinho penetra no coração, como parece ter sido o caso de Steve Irwin, os resultados geralmente são fatais.
Embora o veneno da arraia possa causar sérios danos, a parte mais destrutiva do mecanismo do aguilhão são as farpas no espinho. A ponta afiada do aguilhão penetra no corpo da pessoa facilmente, mas sua saída pode causar graves danos. Lembre-se de que as pontas das farpas ficam voltadas para a arraia. Mesmo que não houvesse veneno, puxar um espinho do peito ou do abdômen de um humano poderia ser o suficiente para causar a morte devido à quantidade de tecidos que são rasgados.

Rãs à beira da extinção

frog
Estima-se que as rãs perderam 170 espécies apenas nos últimos 10 anos
A classe dos anfíbios em geral (as rãs são somente o grupo mais populoso da classe, que também inclui as salamandras e as cecílias) esteve realmente em declínio por algum tempo. Poluição, aquecimento global e destruição do habitat em conseqüência do desenvolvimento humano já cobraram um tributo pesado. As rãs, em particular, foram quem mais sofreram com isso, e estima-se que perderam 170 espécies apenas nos últimos 10 anos, com outras 1.900 em situação de ameaça, que é um degrau abaixo da designação de perigo de extinção (o que significa extinção iminente). Mas apenas parte da destruição é artificial. Um fungo identificado na última década parece estar acelerando exponencialmente a morte da população mundial de rãs.

O chytrid fungus cobre a pele das rãs e torna seus poros não funcionais. Como as rãs contam com a pele porosa para hidratação e parte da respiração, o fungo essencialmente corta o suprimento de água e torna difícil a respiração, tornando inevitável a morte por desidratação. Os cientistas acreditam que esse fungo pode ter começado a se espalhar pelo mundo nos anos 40, quando as rãs africanas de garras - uma das únicas espécies reconhecidas como imunes aos efeitos do fungo - foram transportadas para todo o mundo para uso em pesquisa médica, especialmente em testes de gravidez. As rãs africanas põem ovos quando injeta-se nelas a urina de uma humana grávida. É possível que o fungo africano tenha então começado a atacar outras populações de rãs que não eram imunes a ele. A descoberta do chytrid fungus e seus efeitos devastadores na população de anfíbios levou ao desenvolvimento de um projeto de 500 milhões de dólares chamado Amphibian Ark, ou a Arca dos anfíbios).
A Arca dos anfíbios apela a todos os zoológicos, jardins botânicos e aquários ao redor do globo para que cada um recolha 500 membros de pelo menos uma espécie da classe dos anfíbios. O zôo deve limpar cada animal para se certificar de que o fungo não atacará a população protegida. Depois disso, deve isolar a população. A idéia é salvar membros de cada uma das aproximadamente 6.000 espécies remanescentes até que a ciência encontre um meio de deter a propagação do chytrid fungus na natureza.

Assim que o fungo for controlado, os zôos libertarão as rãs, salamandras e cecílias de volta na natureza. Os conservacionistas vêem a ação protetora como um passo absolutamente necessário para garantir que as futuras gerações saibam como é o som de uma rã, que a América do Sul não fique infestada de mosquitos portadores de doenças, e que remédios que salvam vidas continuem a ser extraídos de rãs. Os analgésicos contam com as rãs para pelo menos um ingrediente ativo e pesquisadores da AIDS encontraram uma substância química nas rãs que parece ter efeito anti-HIV.
Há rumores que dois terços das várias espécies de anfíbios na América Central e do Sul desapareceram. A rã de perna amarela da montanha quase desapareceu do Parque Nacional Yellowstone e a maioria dos membros remanescentes da espécie no parque tem o fungo. Em janeiro de 2007, o Japão encontrou os primeiros casos do fungo em sua população de rãs.

As corcovas dos camelos armazenam água?

Na realidade, uma corcova de camelo é um monte de gordura. Em um camelo saudável e bem alimentado, a corcova pode pesar até 35Kg! Seres humanos e a maioria dos animais armazenam suas gorduras misturadas com o tecido muscular ou em uma camada logo abaixo da pele. Camelos são os únicos animais que possuem corcova.
Dromedários e camelos guardam água em suas corcovas? Não se engane. O que tem ali é cerca de 35 kg de gordura
© Dmitry Mordvintsev / iStockphoto
Dromedários e camelos guardam água em suas corcovas? Não se engane. O que tem ali são cerca de 35 kg de gordura
  A corcova permite que o camelo possa sobreviver por um período bem longo de até duas semanas sem precisar se alimentar. Devido ao fato de normalmente os camelos viverem no deserto, onde a comida é escassa em longas distâncias, isso é importante.
Um camelo precisa de cerca de 20 litros de água por dia no verão. Entretanto, um camelo pode perder até 100 litros de água de seus tecidos corporais sem efeitos adversos. Uma coisa que um camelo pode fazer por conservar água é suportar grandes oscilações de temperaturas do corpo. Um camelo pode começar o dia a 35ºC e deixar que sua temperatura suba até 40ºC. Somente no final dessa faixa de temperatura máxima é que ele precisará suar para evitar superaquecimento. Quando você compara essa faixa de temperatura com a faixa do corpo humano, em que meros 2 graus de aumento indicam uma doença, você percebe a vantagem.
Outros dados sobre o camelo:
  • um camelo adulto pesa entre 318 a 680 kg e tem até 2,1 metros de altura
  • camelos podem viver até a idade de cinqüenta anos
  • a gestação das camelas dura cerca de onze meses e elas dão à luz uma única cria
  • o camelo macho chega à maturidade aos cinco anos e a fêmea entre os três e quatro anos
  • na realidade, os camelos têm três pálpebras: duas delas possuem pestanas e uma terceira é fina
  • um camelo pode fechar suas narinas
  • o camelo, como os caprinos, come de tudo
  • camelos de carga podem carregar cargas de até 181kg por 40km em um dia

Se você tocar as asas de uma borboleta, ela morrerá?

Asas de borboleta

Este encontro pode resultar em problema para a borboleta?


Você pode estar pensando que se gotas de chuva podem ferir uma borboleta, seus dedos também podem. Você está certo. Mas será verdadeira a famosa lenda que diz que a borboleta morre se você tocar suas asas? Não necessariamente - e desde que você não queira maltratar estas belas criaturas.

Pesquisadores do assunto têm apanhado e catalogado borboletas ao longo dos anos para rastrear o paradeiro delas. Estes cientistas e voluntários utilizam redes para capturar insetos voadores para depois, delicadamente, raspar uma pequena área para expor a membrana da asa. Depois eles adicionam uma pequena etiqueta na asa e libertam o inseto. Entre outras constatações, estes estudos revelaram muito sobre a migração das borboletas-monarcas.

As borboletas não somente sobrevivem a estes aparentemente "traumáticos encontros", como também conseguem fugir ilesas de ataques de pássaros e de tempestades. Algumas conseguem até mesmo voar depois de ter um pequeno pedaço de sua asa despedaçada.

Apesar desta capacidade incrível de sobrevivência, as borboletas devem ser manuseadas com cuidado, ou melhor, nem devem ser tocadas. A seguir, saiba como as borboletas utilizam suas frágeis asas.